O Aconselhamento em Mentoring
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O Aconselhamento em Mentoring

Mas o que significa aconselhar?

Se é Mentor, deve saber que o aconselhamento é uma ferramenta poderosa no Mentoring, mas será que dar a sua opinião sobre tudo e mais alguma coisa, é aconselhar?

 

O aconselhamento é um elemento fulcral no Mentoring. Quando consultamos a palavra aconselhamento no dicionário aparece-nos “ato ou efeito de pedir ou dar conselho, orientação, encaminhamento”. No seu sentido literal é mesmo isto, mas o cerne da questão está na maneira de como é feito.

Para que o Mentor consiga usar o aconselhamento de maneira a facilitar o crescimento do Mentorado na tomada de decisão, segundo Penim e Catalão, é preciso ter em conta 7 princípios e condições:

Compreensão

“Ao tocar uma alma humana, seja apenas outra alma humana. ” Carl Jung quis dizer muito com esta frase, por ser bastante poderosa e demonstrar que podemos ter muitos anos de experiência, ter técnica e dominar teorias, mas o que importa mesmo é compreender o outro. Na relação de Mentoria é importante que o Mentor compreenda o comportamento humano, procurando entender as circunstâncias do que possa estar a preocupar o seu Mentorado.

Mudança

O que se pretende com o aconselhamento é promover mudanças específicas no comportamento do Mentorado. É preciso que o Mentorado reflita e aja, parta para ação, tendo como resultado a aquisição de novos comportamentos.

Relação

A relação de Mentoring só é eficaz quando há confiança entre os pares, para que favoreça a abertura e a partilha. O Mentorado só irá pedir a ajuda do Mentor quando sentir confiança na relação. Para que o Mentor favoreça a criação de confiança na relação, pode começar por partilhar as suas próprias histórias, experiências pessoais, de forma a dar o primeiro passo para a comunicação entre ambos.

Movimento sequencial 

O aconselhamento é feito através de um processo sequencial, que tem começo, meio e fim. Tem início através da partilha do Mentorado sobre as suas expectativas, motivações e objetivos para o Mentoring. Durante as sessões, o Mentor deve praticar a escuta ativa, instigando o Mentorado a refletir, o Mentor também deve procurar entender tudo que é dito, mas também o que não é, como os sentimentos e as emoções. Ser empático e perceber o mundo do Mentorado do seu ponto de vista, o que vai permitir ao Mentor fazer confrontações construtivas. Na maioria dos casos, o Mentorado quer que o aconselhamento seja uma ferramenta que lhe proporcione respostas prontas, porém o Mentor deve reformular essas expectativas e clarificar as coisas, pois o seu papel passa por favorecer a autoconsciencialização e trabalhar com o Mentorado a tomada de decisão

Revelação / Confrontação 

É impensável fazer aconselhamento sem utilizar os processos base de autorevelação e autoconfrontação do Mentorado. O Mentor deve estimular ambos os processos. A estimulação da autorevelação oferece a oportunidade do Mentorado descobrir novas percepções sobre si mesmo, podendo criar soluções para problemas ou situações que até então não tinham sido solucionados. Já a autoconfrontação refere-se às percepções do seu “eu”, é perceber as suas reais necessidades, prioridades e capacidades. 

Resiliência

O aconselhamento não é um ato fácil, pois cria no Mentor um conjunto de sentimentos, emoções, pressões e desafios que irão requerer bastante esforço. É preciso que o Mentor saiba gerir bem as emoções, ter autocontrolo, uma vez que o Mentorado tende a “despejar” as suas inquietações e preocupações. Como já deve ter percebido, o aconselhamento não é uma conversa de café, é um processo árduo e, muitas vezes, trabalhoso a nível emocional. 

Ética

Não poderíamos deixar de falar da ética, que é muito importante não só nos processos inerentes ao Mentoring, mas em todos os contextos das nossas vidas. O Mentor deve agir sempre com ética, isso implica que deve ter competências para o realizar, através da capacidade de construir uma relação de confiança, demonstrar interesse pelo Mentorado, esforçar-se para fazer o seu melhor, ter sentido de missão e respeito pela confidencialidade.

Quando o aconselhamento é feito de maneira eficaz potencializa o aumento do controlo do Mentorado sobre os desafios, ajustando o foco para as oportunidades que possam aparecer. Este não pode resumir-se à superficialidade de dar conselhos já prontos, como por exemplo “faça assim que vai dar certo”, não deixando espaço para que o Mentorado reflita sobre as suas opções e escolhas. É preciso ter cuidado ao aconselhar, é quase tentador quando alguém nos pede um conselho, nem acabamos de ouvir e já vamos logo dar a nossa opinião, ou tentar convencer a pessoa a fazer exatamente como nós fizemos, porque na altura deu certo. 

Há dois casos em que o Mentor pode ser diretivo. O primeiro, é quando o Mentor já tentou de várias formas fazer com que o Mentorado crie uma solução e mesmo assim ele está bloqueado e não consegue atingir o objetivo traçado, o Mentor pode sugerir uma possível solução e, mesmo assim, no fim deve perguntar “o que vais fazer?”, porque quem tem poder de decisão é o Mentorado. O segundo é quando o Mentorado está em situação de risco, nestes casos o Mentor não deve medir esforços para o fazer entender a situação, indicando o que o Mentorado deve fazer ou como deve agir, contudo a decisão final será do Mentorado. 

É impossível pensar no Mentoring sem o aconselhamento, pois o Mentor é a pessoa a quem o Mentorado recorre quando precisa ser aconselhado. Para que fique claro, quem dá conselhos diretos é o consultor, o Mentor irá fazer com que o Mentorado reflita sobre as possibilidades, tome uma decisão e aposte nela.

Para perceber melhor como funciona o mentoring conheça o SAGAZ, um programa de mentoring e voluntariado preventivo.

 
 

Andreia Ribeiro Contenças

 

Bianca Lima Santos

Consultora ALENTO

 

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